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Vivência Estética no Monumento à Paz Mundial, por Camilla e Daniela Durante

Vivência Estética no Monumento à Paz Mundial, por Camilla e Daniela Durante, acadêmicas do curso de Design da PUC Goiás

Fomos atraídas ao Bosque dos Buritis para visitar o Monumento à Paz Mundial. Não é novidade, mas geralmente, os domingos pela manhã convidam alguns programas tranquilos como esse. A surpresa começou na parte de fora do parque, quando ficamos boquiabertas com a imensidão e imponência do monumento. As fotografias e informações básicas em relação à obra jamais poderão ser comparadas à experiência de vivenciá-la.

Procurávamos tranquilidade durante o passeio, e encontramos. A escultura está localizada em um local arborizado, silencioso e que permite contato direto com a natureza, sobretudo pela presença de um grande lago logo à frente. Os bancos ao redor do monumento logo chamaram nossa atenção, já que pretendíamos passar um tempo por ali. Observamos uma série de cidadãos praticando yoga e logo nos questionamos se ali seria o melhor local para que tal atividade fosse realizada. Pouco depois, ao retornar nosso olhar para o Monumento, que estava logo em nossa frente, chegamos à conclusão que sim. E que talvez, o responsável por essa sensação de tranquilidade fosse exatamente o que fomos buscar. Inconscientemente, fomos tomadas por uma sensibilidade artística que nos possibilitou chegar à seguinte conclusão: a geometria interessante e simétrica da obra estava diretamente relacionada à sensação de reflexão, serenidade, concentração, paz e tranquilidade daquele local.

Embora já esperássemos que a obra de Siron Franco carregasse mais simbolismos do que “beleza” em si, ficamos decepcionadas em relação à preservação do Monumento. Uma vez que havíamos olhado alguns registros de quando a obra foi inaugurada, tínhamos em mente um certo padrão de comparação em relação aos dias atuais. Ficamos impressionadas e entristecidas com o abandono, descaso, desinteresse e depreciação em relação às artes públicas.

Tomando como referência a cultura do povo brasileiro, fica óbvio que poucos goianos ou visitantes do local teriam interesse em refletir e entender o verdadeiro simbolismo carregado por essa obra de arte. Até porque, não foi difícil perceber que éramos as únicas a estarmos realmente vivenciando-o. A verdade é que essa carência de valorização cultural brasileira não deve servir de pretexto para descaso por parte da sociedade ou do município, que nunca apresentou as manutenções necessárias ao Monumento. Esses momentos de reflexão nos fazem entender que todas as obras possuem seu valor. E quando há partes da sociedade que não são capazes de compreender, é realmente triste.

Mais desagradável ainda foi ver tamanho abandono em relação às obras públicas, uma vez que as letras de um Monumento tão importante estavam caindo, a parte
central estava infiltrada, havia sinal de pichação e era quase impossível ler os dizeres do chão, que explicam em poucas palavras, a escultura.

A sensação de tranquilidade e esperança só pôde ser alcançada novamente, quando iniciamos uma discussão pautada no ano de 1986, época em que o projeto de construção do Monumento à Paz Mundial foi lançado. A questão é: se houve pessoas interessadas em alcançar a paz nos quatro cantos da terra naquela época, por quê seria diferente hoje? Todos nós ainda somos capazes de fazer a diferença, por menor que seja!

Registros Fotográficos

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Registros do Monumento à Paz Mundial. Goiânia, 23 de setembro, 2018.

 

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